A Educação Ambiental é essencial para formar cidadãos conscientes e engajados na preservação do planeta. Mais do que transmitir conceitos, ela precisa gerar mudanças reais de comportamento, contribuindo para a construção de comunidades sustentáveis. Quando articulada com a Educomunicação, essa prática ganha potência, pois consegue engajar diferentes públicos e transformar informação em ação concreta.
Esse debate também se conecta à COP 30, que será realizada em 2025, em Belém (PA). O evento reforça a urgência de integrar práticas sustentáveis e projetos ambientais à conscientização da população, garantindo que metas globais, como a redução dos impactos das mudanças climáticas e a promoção da justiça climática, saiam do papel.
Ao longo deste artigo, vamos entender o conceito de Educação Ambiental, explorar como a Educomunicação pode potencializar essa prática, conhecer políticas e projetos que fortalecem essa conexão e ver como o Instituto Viva Melhor (IVM) transforma ideias em ações que inspiram novas gerações a cuidar do meio ambiente.
1. Educação Ambiental e o papel da Educomunicação
A Educação Ambiental é um processo contínuo que promove conhecimentos, valores e atitudes voltados para a preservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais. A nova Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 14.926/2024) fortalece essa abordagem, tornando obrigatória, a partir de 2025, a inclusão de temas como mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável no currículo escolar.
Já a Educomunicação é a ponte entre educação e comunicação, com metodologias que incentivam a participação comunitária, a troca de informações e a mobilização social. Quando unida à Educação Ambiental, ela transforma conceitos em ações práticas sustentáveis, levando a conscientização para escolas sustentáveis, comunidades e instituições sociais.
Essa integração permite criar campanhas, oficinas e projetos colaborativos que incentivam hábitos responsáveis, fortalecem a justiça climática e aproximam diferentes públicos do debate ambiental.
2. Programas e estratégias para promover a Educação Ambiental

A educação ambiental vai muito além de conceitos teóricos, ela deve ser vivida e aplicada no cotidiano. Nesse sentido, o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) é um instrumento essencial para articular e implantar políticas públicas de Educação Ambiental. Seu objetivo é conectar governo, sociedade civil, escolas e empresas para promover projetos ambientais verdes e estimular a participação social.
Alguns programas e iniciativas que se destacam nesse contexto são:
- Circuito Tela Verde: promove exibições e produções audiovisuais sobre meio ambiente escolar e preservação. Estimula escolas, OSCs e comunidades a criar narrativas próprias, podendo ser aplicado em salas de aula, centros culturais e espaços comunitários.
- Projeto Salas Verdes: cria centros de referência em educação ambiental prática, com acervo de materiais e realização de oficinas, palestras e atividades voltadas à sustentabilidade nas escolas e nas comunidades.
- Plataforma Educares: ambiente online que oferece conteúdos, cursos e materiais para ampliar o alcance da Educação Ambiental, fortalecendo a aprendizagem contínua e colaborativa.
Essas iniciativas mostram que é possível aplicar a educação ambiental prática dentro e fora das escolas, fortalecendo a participação comunitária e estimulando o protagonismo social.
3. O papel do Instituto Viva Melhor na construção de um futuro sustentável
O Instituto Viva Melhor utiliza a Educomunicação como ferramenta para transformar informação em ação, potencializando a Educação Ambiental e estimulando a participação comunitária. Essa abordagem fortalece o protagonismo social e cria soluções coletivas que conectam pessoas e território à preservação ambiental.
Nos serviços socioeducativos, diversas atividades aproximam Crianças e Adolescentes da natureza, incentivando-os a agir como agentes de transformação. Durante essas experiências, há troca de saberes, respeito à natureza e desenvolvimento de competências socioemocionais
CCA Florescer

Na atividade, as Crianças e Adolescentes plantaram temperos, ervas aromáticas e flores, aprendendo sobre cultivo e respeito ao meio ambiente. O momento fortaleceu vínculos, estimulou o trabalho em grupo e promoveu consciência coletiva. Durante a prática, o entusiasmo pelo contato com a terra foi evidente.
CCA Ipava

O compartilhamento de técnicas de cultivo e aproveitamento de alimentos ampliou o impacto positivo na comunidade. As crianças puderam acompanhar todo o ciclo da natureza, da semeadura à colheita, compreendendo a origem dos alimentos e a importância de cuidar do planeta.
Essas ações mostram como o IVM transforma conceitos em práticas reais, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às metas globais de justiça climática, fortalecendo a consciência crítica desde cedo.
Educomunicação como motor para a ação ambiental
A Educomunicação potencializa a Educação Ambiental ao transformar informação em ação e engajar comunidades em práticas sustentáveis. No IVM, essas ações estão alinhadas a ODS como ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).
A COP 30 reforça a urgência de integrar a Educação Ambiental prática e projetos escolares verdes a políticas públicas e ações comunitárias. É a prova de que soluções locais podem contribuir para metas globais.
O desafio é estruturar estratégias para levar a Educação Ambiental e a Educomunicação também para espaços de Assistência Social e outros ambientes comunitários, garantindo que a transformação seja ampla e inclusiva.
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